Poesias

  • Entrelinhas da Vida

    Autor: Marcely Pieroni

     O que é preciso para levantar de manhã cedo e sorrir um pouco mais? O que é preciso para ser feliz um pouquinho? O que você busca para se fortalecer e estar bem consigo mesma? A vida nos traz experiências que nos requerem tomadas de decisões, que nos fazem conquistar nossa história e completa a história dos outros. Positividade e a busca por algo melhor nos fazem ter a gana de viver em um mundo que por vezes parece não ter mais solução.Ignore os maus sentimentos, as coisas que te afastam do olhar lindo sobre o nosso mundo. Busque sua própria felicidade, o seu amor pela vida. Se permita a felicidade, ao amor, a amizade. O novo desperta interesse. Se gosta de segurança, de firmeza: salte de pára quedas. Se é aventureira, com muita energia, experiente a yoga. Mas ouse. Busque desafios. Isso cria uma áurea incrível sobre o universo ao qual está inserido. O livro de crônicas retrata questões peculiares do universo feminino que busca mostrar e inspirar os momentos mais especiais que são apresentados em suas vidas. O primeiro beijo, o amor, a busca pela felicidade, problemas, senti- mentos e relacionalentos. A mulher tem um misticismo natural, que inspi- ra inclusive aos homens em uma busca para entendê-las, porém ela não deve ser entendida, deve ser descoberta, sentida, tocada, respeitada. Esse universo é mais incrível que possamos imaginar. Entrelinhas da vida apresenta com delicadeza e sinceridade experiências e sentimentos que afloram a pele e trazem as intimidades femininas a tona. Da amizade ao amor, da segurança até as aventuras. Uma pitada de confiança e de resguarda, tudo na medida certa pra mostrar à mulher tudo o que ela pode atingir e viver. Todo o entusiasmo da autora e de sua sinceridade inocente que cativa a todos que a lêem.

     

    Vinicius Alberto
     
  • Imaginação Poética

    Autor: Betha Nicaccio Fernandes

     Amor é como um raio de luz a resplandecer

    É uma coisa mais bela que a beleza
    É algo sublime da natureza
    É ser forte para querer vencer
    No meu imo, é a coisa mais bela,
    Que trago comigo hoje em dia
    Teu nome, Sabedoria!
    Amor é respeitar seu amor com lealdade
    É resignar-se para se tornar amável
    É amar sem medida, vivendo a verdade
  • Filhos da Pedra

    Autor: Evaldo Balbino

     Premiado em Recife no ano de 2000, Filhos da pedra é livro em que se apresentam diálogos com as obras de Carlos Drummond de Andrade, Adélia Prado, autores bíblicos, Cora Coralina, Baudelaire, Vinicius de Moraes, Walter Benjamin, Paul Klee, Cesário Verde, Paulo Leminski, Gonçalves Dias, Rainer Maria Rilke, Fernando Paixão, Henriqueta Lisboa, Cecília Meireles, Cláudio Manuel da Costa, Rubem Alves, Casimiro de Abreu, João Cabral de Melo Neto, Tomás Antônio Gonzaga e Manuel Bandeira. Alguns de seus poemas foram premiados à parte. Esse são os casos de “Retrato”, que recebeu o Troféu Florbela Espanca de Poesia, e “Renúncia”, galardoado com Menção Honrosa no X Concurso de Poesia Raul de Leoni (Academia Petropolitana de Poesia Raul de Leoni, RJ). São textos que se constroem numa diversidade vocal e lírica, onde métrica e rimas convivem com versos brancos e livres. As imagens poéticas levantam reflexões sobre o fazer da poesia, sobre o mundo e o trânsito dos seres, sobre os seres em suas complexidades e fragmentações, sobre o amor como elemento poroso do ser humano. Memória, infância, Deus e o sagrado, amor, morte, cotidiano, questões sociais, poesia – tudo comparece nos poemas que insistem em se fazer para que a vida aconteça, mesmo que às vezes apenas através da linguagem. Talvez seja o tempo o grande tema da obra – o tempo inexorável se aproximando da imagem da pedra. O pétreo, o difícil, o incomunicável, o sem sentimentos convivem com o móvel, a comunicabilidade através dos versos, os sentimentos transformados em poesia. Os versos e os seres de que se falam são todos de fato “filhos da pedra”, uma pedra porosa e ao mesmo tempo fechada em si mesma.

  • Afetos Transgressores

    Autor: Luiza Oliveira

     Sempre me perguntei como poderíamos viver sem a arte? E ademais, como podemos viver sem os artistas? Respondo desde já que é uma tarefa impossível. Pessoalmente, não quero viver sem a arte. Não que eu seja um grande artista ou coisa que o valha, mas que gosto das coisas belas, das coisas bem feitas, daquelas ideias cadentes que descem do céu como meteoros em chamas, e nos calcinam até os ossos!

    É assim que me sinto quando leio os poemas de Luiza. Atingido por algo poderoso que vem do céu. Aquela mistura caleidoscópica de palavras, que mistura a graça e a inteligência. Ela nos transporta em uma viagem vertiginosa, para dentro de suas ideias e mistérios. É como se abríssemos uma porta e déssemos num grande jardim florido. Um lugar onde encontrássemos sombras e aromas, paz em meio a letras e palavras que crescem como tulipas raras. São sonhos. Que ela sonha acordada e em plena força de sua sapiência e sensibilidade. Às vezes, ela prefere ser concisa, com um Eu poético que esconde significados mágicos por trás de poucas palavras. Que nos força de maneira irresistível, a que trilhemos os mesmos caminhos de sabedoria, que deixemos de ser preguiçosos com os sentidos, que deixemos um pouco o nosso lugar de conforto. Sim, porque nos seus poemas, não encontramos apenas beleza, na maior parte desses escritos, existe uma força quase animal, que nos arremessa para frente, rumo a um destino que ela mesma traçou.

    Ficamos mesmerizados com tamanha capacidade de pensamento. Ela fala sobre tudo e todos. Em uma poesia, pode falar sobre os nossos desejos como se tivesse inventado o pecado. Em outro, destila sua indignação sobre a condição humana, com a sensibilidade de uma atriz frente aos refletores, sabe que é mais que um personagem. Fernando Pessoa o grado escritor de nossa língua, disse uma vez que o poeta é um grande fingidor, que se faz às vezes de personagem para melhor contar a sua estória. Talvez por isso, que em Luiza, a alquimia de representar com a de escrever tenha dado tão certo. Ela conhece os dramas humanos. Lê as pessoas e casos e escreve. Degusto lentamente cada palavra de suas poesias, de sinceridade e amor. Pode existir algo melhor?

     

    Carlos Alberto Bahiense

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